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O sonho de ganhar Barretos

Não é nada fácil se manter em alta performance no circuito, já que é preciso não só da própria amazona e seu cavalo, mas também de toda 'traia' para ela e o animal

Imagem retirada de http://www.violashow.com.br/noticias/esportes/2019/07/15/o-sonho-de-ganhar-barretos.html#.XS24W0enfcc

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Se você perguntar para qualquer competidora de três tambores qual o título que ela mais deseja alcançar, certamente Barretos estará nessa resposta. Referência não só no rodeio em touros, a Festa do Peão Boiadeiro de Barretos é um título almejado por dez entre dez competidoras dessa modalidade, que é realizada lá desde o começo dos anos 90. Não pelo prêmio em dinheiro, mas pela alcunha de ser conhecida como campeã de Barretos.

Sem dúvida, um peso e tanto para o currículo de quem vive o esporte 24 horas. E não é nada fácil se manter em alta performance no circuito, já que para atuar na modalidade é preciso não só da própria amazona e seu cavalo, mas também de toda 'traia' para ela e o animal (como calça, bota, chapéu, camisa, cinto; sela, manta, ligas, cloches…). E ainda cuidados veterinários e de ferrador constantes, alojamento e treinamento, medicamentos, entre outros.

A amazona mais vitoriosa em Barretos nos três tambores é Keyla Polizello, com seis títulos do Internacional e ainda quatro na primeira semana, dois desses pela ANTT. A primeira fivela ela conquistou aos sete anos de idade. "Lembro que não tínhamos muitos rodeios na época, a gente corria pouco. Eu era nova, mas competia com as adultas, não tinha separação de idade. Eu estava liderando e entrei na pista com uma égua muito boa, que vinha se destacando. E o publicou vibrou muito quando eu ganhei, foi muito linda essa primeira conquista", conta ela, direto dos Estados Unidos onde mora hoje.

Nos últimos dez anos, nenhuma campeã se repetiu no Internacional. De 2012 para cá, foram campeãs: Evelyn Moreno, Rafaela Fortunato, Thais Xavier, Fatiana Ferreira, Ana Carolina Laurini Cardozo, Letticia Pessim e Viviane Gratão Carneiro. Quem será, então, a campeã de 2019? Para chegar ao título, a atleta passa por uma verdadeira maratona. São três classificatórias e três semifinais, com mais de 100 meninas de todo o Brasil. Caso não conquiste vaga no primeiro dia, cada competidora tem mais duas chances.

Evelyn Gabriela Ferreira Moreno, de Campo Grande/MS, conquistou Barretos em 2012. Montou Cash Quixote HGA para somar 52s525 e levar o cheque de R$ 10 mil. No ano seguinte, Rafaela Fenley Fortunato, de Americana/SP, ficou com o título. Sua soma foi de 53s409 e ela estava acompanhada de sua fiel escudeira, ST Gabiroba. Em 2014, o título nos três tambores ficou para Umuarama/PR. Thais Xavier marcou o menor tempo na final e tirou a vitória das mãos de Fatiana Ferreira, embolsando R$ 15 mil.

Mas uma das competidoras mais vencedoras desse esporte foi à forra no ano seguinte. Fatiana Ferreira Pignanelli, de Guaíra/SP, tornou-se campeã do Barretos International em 2015. Ao lado de Exclusive Moon, completou a prova em 17s698, somando 53s046 de tempo acumulado para ficar com o título. Foi um ano mágico para a amazona, já que na semana anterior tinha ficado, na mesma arena, com o título de campeã Nacional pela ANTT. Aliás, dos quatro títulos dela pela ANTT, os três primeiros foram conquistados em Barretos.

Outra estrela da modalidade que também já sentiu o gostinho de dar a volta da vitória na arena mais poderosa da América Latina é Ana Carolina Laurini Cardozo. De Araraquara/SP, ela voltou para casa como campeã de Barretos em 2016. Com um longo currículo de vitórias, entre elas campeã Nacional ANTT em 2018, chegou ao topo aos 30 anos e se orgulha. No ano seguinte, a vitória foi de uma jovem competidora de Rio Verde/GO. Letticia Pessim, que também tem o currículo recheado, foi campeã do 25º Barretos International Rodeo. Somou 53s419 montando Designer Buena 5T.

Ano passado foi também uma goiana que subiu ao lugar mais alto do pódio em Barretos. Viviane Gratão Carneiro (foto), de Catalão, montado em Linda Dry Jiggs BB, somou 51s606 para ficar com a vitória. Quando colocou a mão na fivela, fazia seis anos que tentava. Em 2017 havia conquistado o campeonato Nacional pela ANTT e faltava Barretos. Conseguiu e ainda levou um cheque de R$ 15 mil.

Vivi já tinha chegado perto, com o vice-campeonato em 2016. "É a realização de um sonho, Barretos é o maior título. Eu pretendo competir até os meus 90 anos", afirmou a campeã. E a competição ano passado também foi marcada por recordes. No primeiro dia, Rafaela Slaviero anotou 16s999, o primeiro tempo na casa dos 16 segundos do Rodeio de Barretos. Derrubado mais duas vezes na final de domingo. A própria Vivi Gratão foi a primeira, 16s927 na final. Depois veio Ana Carolina Cardozo, baixando um pouco mais, 16s827.

Classificação para rodeio milionário nos Estados Unidos, participação de competidores estrangeiros, premiação de quase R$ 1 milhão e comemoração dos 40 anos de rodeio em touros no Brasil estão entre os destaques da programação esportiva do evento que acontece de 15 a 25 de agosto de 2019.

Fonte: Viola Show, escrita por Luciana Omena

O sonho de ganhar Barretos

16/07/2019

Se você perguntar para qualquer competidora de três tambores qual o título que ela mais deseja alcançar, certamente Barretos estará nessa resposta. Referência não só no rodeio em touros, a Festa do Peão Boiadeiro de Barretos é um título almejado por dez entre dez competidoras dessa modalidade, que é realizada lá desde o começo dos anos 90. Não pelo prêmio em dinheiro, mas pela alcunha de ser conhecida como campeã de Barretos.

Sem dúvida, um peso e tanto para o currículo de quem vive o esporte 24 horas. E não é nada fácil se manter em alta performance no circuito, já que para atuar na modalidade é preciso não só da própria amazona e seu cavalo, mas também de toda 'traia' para ela e o animal (como calça, bota, chapéu, camisa, cinto; sela, manta, ligas, cloches…). E ainda cuidados veterinários e de ferrador constantes, alojamento e treinamento, medicamentos, entre outros.

A amazona mais vitoriosa em Barretos nos três tambores é Keyla Polizello, com seis títulos do Internacional e ainda quatro na primeira semana, dois desses pela ANTT. A primeira fivela ela conquistou aos sete anos de idade. "Lembro que não tínhamos muitos rodeios na época, a gente corria pouco. Eu era nova, mas competia com as adultas, não tinha separação de idade. Eu estava liderando e entrei na pista com uma égua muito boa, que vinha se destacando. E o publicou vibrou muito quando eu ganhei, foi muito linda essa primeira conquista", conta ela, direto dos Estados Unidos onde mora hoje.

Nos últimos dez anos, nenhuma campeã se repetiu no Internacional. De 2012 para cá, foram campeãs: Evelyn Moreno, Rafaela Fortunato, Thais Xavier, Fatiana Ferreira, Ana Carolina Laurini Cardozo, Letticia Pessim e Viviane Gratão Carneiro. Quem será, então, a campeã de 2019? Para chegar ao título, a atleta passa por uma verdadeira maratona. São três classificatórias e três semifinais, com mais de 100 meninas de todo o Brasil. Caso não conquiste vaga no primeiro dia, cada competidora tem mais duas chances.

Evelyn Gabriela Ferreira Moreno, de Campo Grande/MS, conquistou Barretos em 2012. Montou Cash Quixote HGA para somar 52s525 e levar o cheque de R$ 10 mil. No ano seguinte, Rafaela Fenley Fortunato, de Americana/SP, ficou com o título. Sua soma foi de 53s409 e ela estava acompanhada de sua fiel escudeira, ST Gabiroba. Em 2014, o título nos três tambores ficou para Umuarama/PR. Thais Xavier marcou o menor tempo na final e tirou a vitória das mãos de Fatiana Ferreira, embolsando R$ 15 mil.

Mas uma das competidoras mais vencedoras desse esporte foi à forra no ano seguinte. Fatiana Ferreira Pignanelli, de Guaíra/SP, tornou-se campeã do Barretos International em 2015. Ao lado de Exclusive Moon, completou a prova em 17s698, somando 53s046 de tempo acumulado para ficar com o título. Foi um ano mágico para a amazona, já que na semana anterior tinha ficado, na mesma arena, com o título de campeã Nacional pela ANTT. Aliás, dos quatro títulos dela pela ANTT, os três primeiros foram conquistados em Barretos.

Outra estrela da modalidade que também já sentiu o gostinho de dar a volta da vitória na arena mais poderosa da América Latina é Ana Carolina Laurini Cardozo. De Araraquara/SP, ela voltou para casa como campeã de Barretos em 2016. Com um longo currículo de vitórias, entre elas campeã Nacional ANTT em 2018, chegou ao topo aos 30 anos e se orgulha. No ano seguinte, a vitória foi de uma jovem competidora de Rio Verde/GO. Letticia Pessim, que também tem o currículo recheado, foi campeã do 25º Barretos International Rodeo. Somou 53s419 montando Designer Buena 5T.

Ano passado foi também uma goiana que subiu ao lugar mais alto do pódio em Barretos. Viviane Gratão Carneiro (foto), de Catalão, montado em Linda Dry Jiggs BB, somou 51s606 para ficar com a vitória. Quando colocou a mão na fivela, fazia seis anos que tentava. Em 2017 havia conquistado o campeonato Nacional pela ANTT e faltava Barretos. Conseguiu e ainda levou um cheque de R$ 15 mil.

Vivi já tinha chegado perto, com o vice-campeonato em 2016. "É a realização de um sonho, Barretos é o maior título. Eu pretendo competir até os meus 90 anos", afirmou a campeã. E a competição ano passado também foi marcada por recordes. No primeiro dia, Rafaela Slaviero anotou 16s999, o primeiro tempo na casa dos 16 segundos do Rodeio de Barretos. Derrubado mais duas vezes na final de domingo. A própria Vivi Gratão foi a primeira, 16s927 na final. Depois veio Ana Carolina Cardozo, baixando um pouco mais, 16s827.

Classificação para rodeio milionário nos Estados Unidos, participação de competidores estrangeiros, premiação de quase R$ 1 milhão e comemoração dos 40 anos de rodeio em touros no Brasil estão entre os destaques da programação esportiva do evento que acontece de 15 a 25 de agosto de 2019.

Imagem retirada de http://www.violashow.com.br/noticias/esportes/2019/07/15/o-sonho-de-ganhar-barretos.html#.XS24W0enfcc

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